O incenso tem qualquer coisa de mágico. Não que ele seja capaz de transformar qualquer metal em ouro feito a pedra filosofal dos alquimistas, porém traz em si alguma magia. O ritual para acendê-lo exemplifica bem isso:
Primeiro você prende o fósforo, logo aproxima a pequena chama ao incenso (de mirra, se possível), logo há uma pequena e tremulante chama queimando em sua ponta e desprendendo uma pequena coluna de fumaça negra, de odor desagradável.
Agora você sacode o fósforo em sua mão para apagá-lo, o joga no lixo e fica admirando a pequena chama no incenso. Então com um sopro de leve você apaga o incenso, apenas para ver aquela pequena brasa que segue queimando na ponta. Um olho vermelho na infinita escuridão do quarto com as luzes apagadas.
A fina linha de fumaça cinza e irregular invade os ares, dessa vez com um delicioso aroma. O incenso tem esse poder de afastar os maus espíritos e energias que estão aqui disfarçadas de maus odores. Talvez aqui esteja o poder mágico do incenso, converter cheiros desagradáveis e locais mal energizados em ambientes com uma boa vibe e bom cheiro.
Incenso do latim: Incendere, "queimar".
É considerado em muitas religiões como o "sopro divino" e o purificador.